Aquilo que é verdade para o futebol (as equipas estão concentradas no litoral e mais a norte) aplica-se quase na mesma proporção nas cinco principais modalidades colectivas de pavilhão. A grande excepção é o futsal, cuja I Divisão integra três equipas do interior: Boticas, Mogadouro e Fundão. Entre os 66 clubes dos principais campeonatos de andebol, basquetebol, hóquei em patins, futsal e voleibol, não há qualquer representante de Alentejo e Algarve, havendo apenas um a sul do rio Tejo: o basquetebol do Barreirense.
A concentração da população e dos recursos financeiros no litoral são as principais explicações para esta distribuição geográfica dos clubes, salienta Paulo Reis Mourão, professor do Departamento de Economia da Universidade do Minho, identificando aqui grandes semelhanças com o cenário do futebol profissional (ver PÚBLICO de 27/12/2010).
Tal como no futebol, há uma forte concentração de clubes na faixa litoral e também na Região Norte. Entre os 66 clubes destas cinco modalidades, 41 (62 por cento) estão a norte do rio Mondego e apenas 15 (23 por cento) a sul. As ilhas contam com 10 emblemas (15 por cento).
O contraste entre litoral e interior é mais acentuado no andebol e voleibol, que estão 100 por cento concentrados na faixa costeira. O basquetebol conta com um representante do interior (o Sampaense, de São Paio de Gramaços, em Oliveira do Hospital) e o hóquei em patins também (Tomar). O futsal, no entanto, é o que mais foge à litoralização, tendo três representantes do interior em 14 equipas - em contrapartida, não tem representantes da ilhas.
"As modalidades de pavilhão são mais baratas, daí haver redescoberta em concelhos que à partida não teriam capacidade para equipas de I Divisão", explica Paulo Reis Mourão, acrescentando que os municípios parecem cada vez mais abertos a patrocinar estes desportos em detrimento do futebol.
"Assim conseguem preencher um espaço desportivo e ter visibilidade que de outra forma não é possível", argumenta o professor de economia, salientando que muitas vezes o investimento autárquico numa equipa de futebol de um campeonato distrital atinge "50 mil euros por ano, enquanto, por exemplo, uma época na II Divisão de futsal se faz com 30 mil euros
Tal como no futebol, há uma forte concentração de clubes na faixa litoral e também na Região Norte. Entre os 66 clubes destas cinco modalidades, 41 (62 por cento) estão a norte do rio Mondego e apenas 15 (23 por cento) a sul. As ilhas contam com 10 emblemas (15 por cento).
O contraste entre litoral e interior é mais acentuado no andebol e voleibol, que estão 100 por cento concentrados na faixa costeira. O basquetebol conta com um representante do interior (o Sampaense, de São Paio de Gramaços, em Oliveira do Hospital) e o hóquei em patins também (Tomar). O futsal, no entanto, é o que mais foge à litoralização, tendo três representantes do interior em 14 equipas - em contrapartida, não tem representantes da ilhas.
"As modalidades de pavilhão são mais baratas, daí haver redescoberta em concelhos que à partida não teriam capacidade para equipas de I Divisão", explica Paulo Reis Mourão, acrescentando que os municípios parecem cada vez mais abertos a patrocinar estes desportos em detrimento do futebol.
"Assim conseguem preencher um espaço desportivo e ter visibilidade que de outra forma não é possível", argumenta o professor de economia, salientando que muitas vezes o investimento autárquico numa equipa de futebol de um campeonato distrital atinge "50 mil euros por ano, enquanto, por exemplo, uma época na II Divisão de futsal se faz com 30 mil euros
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