domingo, 2 de janeiro de 2011

Fábio Coentrão vence Futebolista do Ano JN 2010

Fábio Coentrão foi o vencedor do prémio Futebolista do Ano JN 2010. O benfiquista somou 31.351 votos (42,2%), levando a melhor, num duelo extremamente emotivo, sobre o portista Hulk, que registou a preferência de 30.659 leitores (41,3%). Cardozo (Benfica), com 6.138 votos (8,3%), Falcao (F. C. Porto), com 3.792 votos (5,1%), e David Luiz (Benfica), com 2.316 votos (3,1%), completam o lote de finalistas.
Fábio Coentrão vence Futebolista do Ano JN 2010
Fábio Coentrão viveu um 2010 inesquecível. O esquerdino, de 22 anos, explodiu definitivamente no ano que agora termina e provou que, por vezes, dar um passo atrás pode significar dar dois em frente. A chegada de Jorge Jesus à Luz foi fundamental para o crescimento do futebolista, um extremo cheio de potencial transformado em defesa esquerdo de grande qualidade e que foi um dos principais pilares das águias na conquista do título nacional.
As grandes exibições levaram-no à selecção nacional e ao Mundial de 2010, onde foi um dos grandes destaques - se não o maior - da equipa das quinas.
Na presente temporada, continua a brilhar de águia ao peito e, mesmo quando as coisas corriam mal aos encarnados, foi sempre muito aplaudido na Luz. E foi esse fantástico desempenho que convenceu os leitores do JN a atribuírem-lhe o troféu Futebolista do Ano JN 2010.
Um triunfo confirmado apenas em cima da meta, após um duelo intenso com Hulk, que também viveu um ano inesquecível. Três meses de penitência, nove meses de grande sucesso. Assim foi o ano para o portista. Afastado dos relvados nacionais no início de 2010, na sequência dos incidentes do túnel da Luz, o avançado brasileiro voltou à acção no final de Março e, coincidência ou não, o F. C. Porto não voltou a perder qualquer jogo.
Pelo terceiro ano consecutivo, o Jornal de Notícias entrega o prémio ao jogador que mais se destaca nos relvados portugueses ao longo do ano civil. E foram, novamente, os leitores a escolher, no nosso site, o melhor dos melhores, de entre o lote de cinco finalistas seleccionados, através de votação, pela secção desportiva da redacção do nosso jornal.
A primeira edição do prémio aconteceu em 2008 e o vencedor foi o então avançado portista Lisandro López, agora ao serviço do Lyon. Um ano depois, voltaram a ser os golos a convencer os leitores do JN, que elegeram o ponta-de-lança benfiquista Óscar Cardozo.

Distribuição geográfica - Futsal é a modalidade mais virada para o interior

Aquilo que é verdade para o futebol (as equipas estão concentradas no litoral e mais a norte) aplica-se quase na mesma proporção nas cinco principais modalidades colectivas de pavilhão. A grande excepção é o futsal, cuja I Divisão integra três equipas do interior: Boticas, Mogadouro e Fundão. Entre os 66 clubes dos principais campeonatos de andebol, basquetebol, hóquei em patins, futsal e voleibol, não há qualquer representante de Alentejo e Algarve, havendo apenas um a sul do rio Tejo: o basquetebol do Barreirense.
A concentração da população e dos recursos financeiros no litoral são as principais explicações para esta distribuição geográfica dos clubes, salienta Paulo Reis Mourão, professor do Departamento de Economia da Universidade do Minho, identificando aqui grandes semelhanças com o cenário do futebol profissional (ver PÚBLICO de 27/12/2010).

Tal como no futebol, há uma forte concentração de clubes na faixa litoral e também na Região Norte. Entre os 66 clubes destas cinco modalidades, 41 (62 por cento) estão a norte do rio Mondego e apenas 15 (23 por cento) a sul. As ilhas contam com 10 emblemas (15 por cento).

O contraste entre litoral e interior é mais acentuado no andebol e voleibol, que estão 100 por cento concentrados na faixa costeira. O basquetebol conta com um representante do interior (o Sampaense, de São Paio de Gramaços, em Oliveira do Hospital) e o hóquei em patins também (Tomar). O futsal, no entanto, é o que mais foge à litoralização, tendo três representantes do interior em 14 equipas - em contrapartida, não tem representantes da ilhas.

"As modalidades de pavilhão são mais baratas, daí haver redescoberta em concelhos que à partida não teriam capacidade para equipas de I Divisão", explica Paulo Reis Mourão, acrescentando que os municípios parecem cada vez mais abertos a patrocinar estes desportos em detrimento do futebol.

"Assim conseguem preencher um espaço desportivo e ter visibilidade que de outra forma não é possível", argumenta o professor de economia, salientando que muitas vezes o investimento autárquico numa equipa de futebol de um campeonato distrital atinge "50 mil euros por ano, enquanto, por exemplo, uma época na II Divisão de futsal se faz com 30 mil euros